domingo, 11 de agosto de 2013

Nos Passos de Jesus

    Pensei que seria bom, contar um pouquinho mais sobre Lourdes e a vida de Santa Bernadete. Até os 10 anos, essa santa menina, viveu muito feliz em um moinho, que ela chamava, o moinho da felicidade, ao lado de seu pai e sua bondosa mãe. Era uma família onde reinava o amor, a oração e a caridade. Mais tarde, seu pai perdeu o moinho. Por não ter tido condições de pagar o aluguel, foram morar na rua, posteriormente, em uma casa interditada, onde funcionou a cadeia, o Lê Cachot como é chamado. Sem poder frequentar a escola e a catequese, aos 14 anos, Bernadete era ainda analfabeta e não tinha feito a primeira comunhão, seu grande sonho de cristã. Sofria também de Asma Crônica, sequela da Cólera, doença da qual foi vítima na infância.

    Passando por muitas dificuldades, fome e sofrimento, um certo dia, quando foi á gruta apanhar lenha, com sua irmã e uma amiga, Bernadete recebeu a primeira visita de Nossa Senhora. E foi nesta gruta, que ela veio ao encontro da menina por mais 17 vezes. Em uma destas aparições, pediu que Bernadete cavasse a terra. Cavando o terreno com as mãos, brotou água 1º lamacenta, depois límpida, como até hoje jorra abundante, de dentro da gruta, para as fontes de onde é recolhida pelos fiéis do mundo inteiro, doentes e sadios, que ali vão, para se banhar e beber da água milagrosa de Lourdes.

    A Igreja da Imaculada Conceição é construída em cima desta gruta. Em uma de suas aparições, Nossa Senhora disse a Bernadete que era a Imaculada Conceição. Esta declaração colocou fim ás dúvidas dos sacerdotes e autoridades daquela época, que não acreditavam na possibilidade de Nossa Senhora aparecer e falar com aquela pobre menina. Também em Lourdes, nesta Basílica reza-se o terço todos os dias, acompanhado da procissão das velas. Na gruta encontra-se velas acessas 365 dias do ano. O clarão destas velas constituiu um símbolo Pascal, ao lembrar o Cristo ressuscitado que venceu definitivamente as travas da morte.

    Chama a nossa atenção em Lourdes o grande número de doentes que ali vão buscar a cura para seus males e, os voluntários de todo o mundo que vão para lá ajudar a cuidar destes doentes peregrinos em Lourdes. É um lugar diferente, onde a fé e o amor á mãe de Jesus é visível em todos que ali estão.

    Foi para mim grande experiência de fé. De Lourdes para Lisieux, terra onde viveu nossa querida santinha. Lisieux é uma cidade pequena, ao sul da França, com construções antigas, muito diferentes das nossas, com flores por todo lado, nos jardins, nas praças e nas sacadas. Os campos aos redores, são lindos, cobertos de flores amarelas, das plantações de canola.

    Sabemos que Santa Terezinha não nasceu lá, nasceu em Alençon, cidade perto dali. Ainda pequena, mudou com sua família para Lisieux, onde fica o Carmelo, para onde foram suas irmãs e mais tarde Terezinha.

    Nossa 1ª visita foi no Carmelo. Lá pude contemplar uma imagem de Santa Terezinha morta. Linda imagem feita de cera, tendo acima a virgem do sorriso, a imagem de Nossa Senhora que sorriu para Santa Terezinha, quando era criança e estava doente.

    No museu, ao lado da capela se encontra fotos e objetos que foram usados por Santa Terezinha no Carmelo. A Basílica é um dos lugares mais belos de Lisieux. Quando lá chegamos, os sinos tocavam. Tivemos a impressão que estavam saudando nossa visita. Rosas de várias cores enfeitam ambientes. Parecia estar nas nuvens, embalada pelo amor e carinho de Jesus, Anjos, Nossa Senhora e a querida Santinha.

Geralda Luzia Romão - Comunidade São Francisco

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