segunda-feira, 18 de abril de 2011

Editorial Abril 2011

Meus Irmãos e Irmãs estamos no mês de Abril, finalizando a Quaresma e nos aproximando de viver a Páscoa de Jesus Cristo, assim possamos viver com muita alegria e conversão de vida. Por esse acontecimento, que é o núcleo do cristianismo, Deus realiza de modo pleno sua intervenção libertadora na história dos homens. Nos salva!

A Semana Santa abriga o “coração” do ano litúrgico. Coração é um centro vital que alimenta e dá vida a todo o organismo. O “coração” do ano litúrgico é a PAIXÃO-MORTE-RESSURREIÇÃO DE CRISTO.

Importa-nos acolher esse dom e participar da riqueza que as celebrações nos oferecem nesses dias. É condição para crescermos no amor a Deus e aos irmãos e assim renovarmos o jeito de viver da humildade. Tal espiritualidade deverá nos conduzir em direção à oração, à reflexão, à revisão de vida, à conversão.

A Semana Santa é semana do encontro com o Cristo-Ressuscitado: nas celebrações litúrgicas, na sua Palavra e na pessoa dos irmãos da comunidade. As celebrações religiosas são a recordação dos últimos acontecimentos da vida terrestre de Jesus de Nazaré. Cada dia da semana é um fato a ser recordado e atualizado.

A liturgia da Semana Santa não é um simples jogo de representação teatral, mas atualiza sempre o único Mistério Pascal que não pode ser fragmentado.

A celebração da Semana Santa é um tempo precioso para a Oração. Ela deve ser rezada! Seguindo os passos de Jesus Cristo, que nos ensina a rezar, somos iluminados pela recordação dos últimos acontecimentos na vida de Jesus e a partir daí lançados à oração.

Domingo de Ramos. Seguir Jesus na alegria e na dor. A multidão que o aclama somos nós. Cabe-nos reconhecer e testemunhar os prodígios que o Senhor opera em nossa vida e na vida de nossas comunidades. Não podemos ficar calados (Mt 19,39-40). Mas precisamos estar prontos a seguir o Cristo também em seu despojamento (Fl 2,6-11).

Procissão do Encontro. A caminho do calvário, um encontro especial: Jesus encontra-se com Maria. O filho, em direção ao lugar do sacrifício, encontra-se com a mãe dolorosa. Encontro confortador! Presença da mãe, certeza da mão amiga, garantia de solidariedade.

Quinta-Feira Santa. Celebrar a Eucaristia é partilhar amor, é fazer nascer a esperança, é dar alegria, este calor humano do qual o homem tem necessidade vital.

Se, pois eu, o Senhor e o Mestre, vos lavamos os pés, vós deveis, também, lavar os pés uns dos outros; pois é, um exemplo que vos dei: o que eu fiz por vós, fazei-o vós também! (Jo 13,15s).

Sexta-Feira Santa. Jesus tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 13,1). Diante da pessoa amada o amor é vulnerável. Visto que ele ama infinitamente, seu último e grandioso gesto de amor é a doação da própria vida (“Eu sou o bom pastor, o bom pastor dá a vida por suas ovelhas”).

Sábado Santo. Cristo é a luz que ilumina o caminho do cristão; é a Palavra que orienta; com Ele morremos e ressuscitamos, somos salvos; Ele nos fortalece para enfrentarmos os obstáculos e caminharmos para a vida plena.

Domingo da Ressurreição. Celebrar a Páscoa é celebrar a vida, é nascer de novo em Cristo e com Cristo, é ser um Cristo novo, cheio de esperanças, de paz e de alegria, deixar tudo aquilo que nos aprisiona, que nos leva a uma situação de morte, e ficar livres e libertos para o amor de Cristo, que se realiza através do Espírito. Somente acontecerá a Páscoa Cristã se formos capazes de abrirmo-nos a este grande Mistério, que é o Cristo que nasce em cada coração e nos transforma, inovando-nos e recriando uma comunidade nova e unida. Jesus venceu a morte e goza das primícias da vida eterna. Jesus ressuscitou dos mortos como primícias dos que morrem (1 Cor. 15,20). Em Jesus todo homem recebe de Deus uma resposta definitiva: a vida, e não a morte, é a última palavra sobre o destino humano. Que todos tenham uma SANTA PÁSCOA!

Pe. José Ricardo Lucas de Lima
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