terça-feira, 25 de setembro de 2012

A Palavra de Deus na Vida do Cristão

    O mês de setembro é o mês da Bíblia. Temos muitos motivos para bendizer a Deus por este Santo Livro que temos em nossas mãos. É curioso o fato de que o livro mais conhecido do mundo seja a Bíblia e não um famoso romance ou qualquer outro livro.

    O documento do Concílio Vaticano II sobre a revelação divina (Dei Verbum), diz o seguinte no n. 21: “A Igreja sempre venerou as divinas escrituras como o próprio corpo do Senhor...”. Isso quer dizer que veneramos a palavra de Deus na Bíblia como se estivéssemos venerando o próprio Jesus Cristo. Não que a Sagrada Escritura seja Cristo, mas porque Jesus coroa toda a história da comunicação de Deus ao homem iniciada no Antigo Testamento. A Sagrada Escritura é a história do relacionamento amoroso de Deus com o homem, que tem seu ponto culminante na encarnação de Jesus (Deus assume nossa condição humana sem deixar de ser Deus). Na Bíblia está registrado tudo o que Deus comunicou ao homem ao longo da história e que é necessário para a nossa salvação. Por ela percebemos o desígnio de amor de Deus que se revelou e doou-se ao homem simplesmente por amor (Ef 1,3-10).

    Nossos irmãos evangélicos também têm muita veneração pela Palavra de Deus, mas não aceitam alguns livros da nossa Bíblia. Eles não reconhecem estes livros como inspirados por Deus, mas nós, os católicos, os reconhecemos. Isso se deve ao fato de eles adotarem o cânon (cânon= os livros que integram a Bíblia) judaico, o qual não considera como inspirados alguns livros do Antigo Testamento, pois foram escritos fora da palestina e em língua grega. Ademais, os livros canônicos para os judeus devem ser escritos na Palestina e na língua hebraica, a língua dos judeus. Nós temos a riqueza de ter a Bíblia com 73 livros: 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento. Por isso, precisamos dar valor à nossa Bíblia, estudando e meditando mais a Palavra de Deus contida nela.

    Esta é uma grande oportunidade que temos de encontrar com Jesus. Em geral ouvimos a Palavra de Deus todos os domingos nas missas, mas é preciso mais. O mundo de hoje nos exige dar razão de nossa fé como disse são Pedro: “Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir razão de vossa esperança” (1 Pd 3,15). Por isso, estudemos e meditemos mais a palavra de Deus.

    Dentre os métodos que temos de oração com a Bíblia, destaca-se hoje o método da Letio Divina (Leitura orante), um método que nasceu nos mosteiros beneditinos (séc. II). Este consiste em quatro passos:

1) A Leitura do texto escolhido (um trecho da Bíblia que você quiser escolher);
2) A Meditação do texto (releitura do trecho escolhido, procurando ver o que mais lhe chama atenção):
3) A oração a partir do que foi meditado, fazendo um confronto com a vida pessoal.
4) A contemplação de Deus a partir da experiência feita na oração deixando fluir os sentimentos, seja de louvor, de ação de graças, de súplica, de adoração etc.

    Aproveitemos este tesouro que temos em nossas casas: A Bíblia. Seja pelo estudo, pela leitura ou pela meditação, façamos uso deste presente de Deus. A Bíblia é a carta de amor de Deus para nós. Certamente qualquer pessoa que recebe uma carta, principalmente se for de amor, a abra o mais rápido possível para lê-la e depois a guarda para voltar a ler novamente e relembrar este bom momento da vida. Com certeza todos os cristãos temos uma Bíblia em casa, é a Palavra de Deus, sua carta de amor para nós: abramo-la, lemo-la, estudamo-la e meditamo-la! Também saibamos que, pela Bíblia, a Palavra de Deus, Ele está sempre próximo de nós, mas é preciso que também nós nos aproximemos Dele por meio dela.

José Antônio Ramos,

seminarista do 4º ano do curso de Teologia do

Seminário Maior “Dom José André Coimbra” de Patos de Minas.

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