sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Matrimônio: Vocação do Amor

     Está se tornando comum nos dias atuais a separação dos casais e, às vezes, por motivo simples. Ouve-se falar de casos de casamento que acabou em uma semana após a cerimônia. Outros vivem até mais de vinte ou trinta anos juntos, mas depois acabam se separando. Não seria exagero falar de certo “desprezo” pela instituição matrimonial.

    As coisas que influenciam para desconsideração do matrimônio são muitas. As mais influentes talvez sejam o materialismo, o individualismo e hedonismo que invadiram a sociedade atual. Não raras vezes as pessoas preferem colocar em primeiro lugar na vida a dimensão material e não a espiritual. Junto a este aspecto está o forte individualismo, o qual faz os cônjuges levarem as suas vidas independentes um do outro, negando a colocar tudo em comum. O outro aspecto, o hedonismo, conduz os cônjuges a uma valorização extrema do prazer pessoal, esquecendo que a felicidade de um depende também de ele fazer o outro feliz.

    Mas o matrimônio é uma instituição divina e natural. Ao criar o homem e a mulher Deus os criou um para o outro (Gn 2,18-24). Certamente os homens e as mulheres de todos os tempos se casaram: não é possível pensar em uma sociedade humana sem o matrimônio. Além do mais, é no seio familiar que o cidadão é formado para a sociedade e é também na família cristã que o cristão é formado.

     O matrimônio é base sólida para a família e esta é a base sólida para a sociedade e para a Igreja. Fazendo uma analogia simples poderíamos dizer que o matrimônio é como a raiz de uma árvore; a árvore seria a família; e a floresta seria a comunidade. Assim como a raiz fornece a seiva para sustentar a árvore o matrimônio também fornece o alimento de sustento para a família e, consequentemente, para a comunidade. Assim, é preciso fortalecer a raiz, que é o matrimônio, a base primeira da família e da sociedade.

    A responsabilidade de quem responde à vocação matrimonial é grande; e para os cristãos é ainda maior. Lembremos do que disse São Paulo na carta aos Efésios (Ef 5, 21-33). O apóstolo relaciona o amor de Cristo pela Igreja com o amor do marido pela esposa, e a entrega da esposa ao marido com a resposta da Igreja a Cristo. Numa palavra, Paulo coloca o amor de Cristo pela Igreja e a resposta da Igreja a este amor de Cristo como modelo para os cônjuges.

    O amor que Paulo sugere para a vivência matrimonial é o amor-doação, semelhante ao amor de Cristo. O amor doação é o amor de entrega, pelo qual um pode acolher o outro mesmo que este seja “uma cruz” para ele, assim como Cristo assumiu a sua Cruz. As dificuldades que enfrenta hoje os matrimônios podem ser amenizadas e até vencidas se combatidas com o remédio do amor-doação. Que todos rezem para que reine o amor nos matrimônios! Que os cônjuges procurem viver cada vez mais o amor na relação matrimonial e não se separem na primeira e mais simples dificuldade que aparecer!

    José Antônio Ramos, seminarista do 4º ano do curso de teologia
do Seminário Maior “Dom José André Coimbra” de Patos de Minas.

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